Cuja pena não quer escrever!
Que dor a tua, que luz incompleta,
Que morte secreta,
Que aflitivo endoidecer!
Porque não escreve ela?
Ouve-me agora com atenção:
Por detrás de uma caligrafia bela,
Algo, timidamente, revela
Curiosa e simples explicação:
Não tem penas a matutar
A pena que se sente feliz!
Não se escreve sem chorar.
Mas se não chora e vai tentar
Escreve e contradiz!
Esta felicidade que a pena tem
Deixa-a viver, agora, em paz.
Vai e lembra sem desdém
O último poema que aqui jaz.
Sabe que já não és ninguém
E aceita o bom que a vida te traz.
Lácia, do Lácio
Sem comentários:
Enviar um comentário