quarta-feira, 28 de maio de 2008

Chama rebelde que outrora ardias em mim - 2001.03.28

Chama rebelde que outrora ardias em mim,
Que é feito de ti? Porque não sei onde estás?
Findaste, fugiste? Não, não desapareças assim!
Volta e diz-me porque tivestes de chegar ao fim.
Explica-me tudo e devolve-me a paz.

Espera! Não quero ver-te de novo a meu lado!
Acaso esqueci eu toda a dor que me trouxeste?
Sim tu! Agora sei o que me deixava naquele estado.
Tenho a alma desfeita, o coração bem marcado
Por tudo o que, sem eu querer, me fizeste.

Recordo agora porque te foste embora:
Expulsei-te! Lancei-te para fora do meu mundo.
Porque, então, me assombras ainda agora?
Não basta já o que passei? Vai, sem demora!
Vai-te! Some-te num poço sem fundo!

Vão engano foi tudo o que provaste ser!
Chamam-te por aí outras coisas: paixão, até amor ...
Não! Não és mais que um simples parecer
De uma chama cruel, cuja tarefa foi distorcer
Todo o meu eu, Oh, vai; vai-te por favor!

Já foste? Agradeço-te, bendita, força que tenho!
Liberdade! Mas ... estranho ... ainda me lembro de ti!
Luto outra vez, faço uso de todo o meu empenho
E estou certa de que já de ti desdenho,
De ti sim, chama do amor que alguma vez senti.

Lácia, do Lácio

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