Perguntam-me o que escrevo,
Digo-lhes que nem eu sei.
Perguntam-me o que sinto,
Digo-lhes que não consigo explicar.
Perguntam-me o que penso,
Digo-lhes que não me entenderiam.
Perguntam-me o que faço,
Digo-lhes que não tenho noção.
Perguntam-me de que gosto,
Digo-lhes que já não tenho a certeza.
Perguntam-me o que quero,
Digo-lhes que o mesmo de sempre.
Perguntam-me o porquê das coisas,
Digo-lhes que não sou ninguém para o dizer.
Perguntam-me porque estou sozinha,
Digo-lhes que não tenho com quem estar.
Perguntam-me o que espero,
Digo-lhes que espero o que vier.
Perguntam-me para onde vou,
Digo-lhes que para onde alguém me levar.
Perguntam-me porque sou assim,
Digo-lhes que não sei ser de outra maneira.
Lácia, do Lácio
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário